Os Caça-Fantasmas

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Na década de 1970 surgiu o Saturday Night Live. Um programa de TV que era gravado e transmitido ao vivo e contava com diversos quadros de comédia realizados por comediantes de stand-up. Entre os quadros, números musicais. O show existe até hoje e foi fundamental para as comédias dos Estados Unidos nos últimos trinta e tanto anos.

Na década de 1980, as grandes comédias normalmente contavam com atores lançados pelo programa. Dentre os nomes que saíram de lá, tivemos grandes comediantes como o Bill Murray e o Dan Aykroyd. O segundo se uniu ao amigo Harold Ramis (que não participou do programa, apesar de já ser amigo do grupo na época da criação) e juntos escreveram um roteiro sobre um grupo de cientistas picaretas que acabam descobrindo como capturar fantasmas.

Eles chamaram um outro amigo, Ivan Reitman, para dirigir e um colega do programa, Bill Murray, para ser o ator principal. Os dois roteiristas apenas completariam o trio principal como coadjuvantes.

Fechando o elenco, conseguiram uma atriz famosa por uma grande ficção-científica para criar uma história romântica, um ator negro capaz de soltar todas as piadas relacionadas aos estereótipos de sua cor e um comediante que frequentemente foi convidado para o Saturday Night Live para fazer uma ponta hilária.

Formou-se um dos elencos mais memoráveis de uma das comédias mais rentáveis em um dos filmes mais cultuados da década de 1980. O fato é que Os Caça-Fantasmas é um clássico. Misturando comédia com ficção-científica e um tantinho de terror, o filme atingiu públicos variados.

A história acompanha os cientistas Peter Venkman, Ray Stantz e Egon Spengler. Os três são picaretas que descobrem que é possível capturar fantasmas no mesmo dia em que são despedidos da universidade que os sustenta. Sem ideia de como arrumar emprego, decidem abrir uma empresa de captura de fantasmas, muito semelhante a dedetizadores.

Eventualmente descobrem que a presença dos espíritos vem aumentando na cidade porque existe uma entidade de outra dimensão preparando uma invasão ao nosso mundo.

Reitman mistura o humor dos protagonistas com os momentos extremos causados pelos seres sobrenaturais. Nada é sério o bastante para que eles não façam piada. Pouco importa se o fantasma do hotel ataca Venkman diretamente, se a namorada dele e seu vizinho foram possuídos ou se uma entidade os questiona sobre sua divindade. Eles sempre vão fazer uma piada.

Tudo com efeitos especiais de ponta. Alguns envelheceram mal, principalmente os que contam com stop-motion. Outros ainda impressionam, principalmente a realização dos defuntos e dos raios e luzes recorrentes.

Esses raios que saem das armas são desenhos animados.

Esses raios que saem das armas são desenhos animados.

Reitman conseguiu criar a realidade fantástica sem perder ritmo ou ambientação com a comédia. Graças a um roteiro equilibrado e um grupo de comediantes que também são bons atores. Sem contar com a originalidade requerida para criar os conceitos envolvidos. Não é qualquer roteirista que vai pensar em um deus de marshmallow destruindo Nova Iorque ou em um prédio que é antena para seres super poderosos de outra dimensão.

Tudo isso apresentado aos poucos. O filme abre com uma cena de uma assombração para depois apresentar os protagonistas. Então as descobertas em relação à ciência de capturar os espíritos e daí vai escalando aos poucos até os deuses e entidades dimensionais não parecerem uma loucura fora de contexto.

Murray, Aykroyd e Ramis são uma fábrica de piadas. Basta o trio aparecer para os risos começarem. Ernie Hudson ficou famoso como o desconhecido que é contratado para fazer parte da empresa e depois nunca mais fez nada que chamasse a atenção. Sigourney Weaver roubou a cena com suas pernocas, apesar de não ser exatamente uma mulher muito bonita. Rick Moranis fecha o elenco como o vizinho atrapalhado e nanico. Impossível falar mal de qualquer uma dessas participações.

Rick Moranis, Sigourney Weaver e suas pernocas.

Rick Moranis, Sigourney Weaver e suas pernocas.

O filme ainda colocou uma penca de músicas cheias de sintetizadores no imaginário popular. Inclusive o emblemático tema do filme, que provavelmente toda pessoa neste planetinha já deve ter ouvido diversas vezes, mesmo que não saiba de onde é.

Não é à toa que se tornou um clássico do cinema americano. Existe uma pequena possibilidade de vermos um terceiro um dia, se tudo der certo e o Bill Murray (único do elenco e equipe que ainda não disse sim) aceitar o roteiro.

 

FANTASTIC…

Sobre Vina

Publicitário frustrado, editor, cinegrafista, assistente e sonhador. Cinema é algo que não se entende completamente. Sempre se estuda.
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