Mundo da Mari – Frozen: Uma Aventura Congelante

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Musicais infantis são chatos e cansativos? Nem sempre. Essa opinião é bastante comum devido à nossas referências não serem tão boas. Geralmente animações são carregadas de muita canção, pouca ação, clichês pesados e irreais com histórias previsíveis. Grandes e cansativos eram os filmes da Disney, como Cinderella e Branca de Neve. Não os assisti enquanto criança e hoje eu entendo porque provavelmente não tive saco para aguentar a cantoria desenfreada e a chatice  do “felizes para sempre”. Acredito que essas historinhas foram criadas para condicionar as pessoas e as meninas a seguirem por um caminho. Reparem que  as princesas desses contos de fadas tem apenas um destino, casar.

Frozen – Uma Aventura Congelante, ainda é um conto de fadas com princesas, magia e alguns elementos que nunca deixarão de fazer parte dos filmes da Disney, como as criaturas míticas. O filme é massa demais, palavras da própria Mari. Fomos assistí-lo no cinema. Já haviam me dito que esta animação é muito boa. Mesmo assim, me surpreendi.  Mais uma experiência positiva da minha pequena com a sétima arte, e a primeira com o 3D que deu certo. Apesar dos cinemas deixarem a desejar, por não produzirem óculos para crianças. Em alguns momentos tive que segurá-los, mas tudo bem, valeu a pena. A reação dela não poderia ter sido melhor.

Este musical nos traz Elsa e Anna, as personagens principais. Uma rainha e a outra princesa, respectivamente. Quando crianças eram muito próximas, mas devido ao poder de Elsa foi necessário que crescessem afastadas. Anna nunca entendeu o porque disso por não ter conhecimento sobre o segredo da irmã, até a sua coroação. Por acidente Elsa coloca o seu reino todo em um inverno fora de época. O acesso dos poderes é provocado por Anna ao confrontá- la porque Elsa não concordou com que Anna se casasse com um príncipe que acabara de conhecer. Elsa foge para as montanhas com medo da reação das pessoas perante a descoberta de seu poder mágico e Anna vai atrás para tentar reverter o rigoroso inverno e achar sua irmã. Ao longo desta busca, ela faz  preciosos amigos, Kristoff um vendedor de gelo e Olaf, um boneco de neve divertidíssimo dublado na versão brasileira pelo humorista Fabio Porchat e responsável pela maioria das cenas cômicas e falas que nos fazem dar verdadeiras gargalhadas.

O boneco de neve dublado pelo Fábio Porchat.

O boneco de neve dublado pelo Fábio Porchat.

Duas passagens me fizeram gostar bastante desse filme. Primeiro um diálogo um tanto confuso entre Anna e Kristoff quando estão fugindo no trenó de lobos dele. Ela está contando o porque da irmã ter fugido e tudo mais, mas o cara dá importância somente a parte de que ela ficou noiva de um tal que ela acabou de conhecer. Gostei muito da crítica feita a respeito do clichê da princesa que conhece um príncipe e instantaneamente o ama para todo sempre. Isso não acontece na vida real e as crianças precisam saber disso. A própria Disney vinha pregando isso em animações anteriores, mas finalmente caíram em si e resolveram seguir a evolução da sociedade e a própria realidade.

Anna e Kristoff juntos a Olaf. Nada de amor à primeira vista.

Anna e Kristoff juntos a Olaf. Nada de amor à primeira vista.

Esta primeira passagem nos leva à outra passagem que gostei muito. O amor verdadeiro que cura tudo, sempre entre um príncipe e uma princesa, é o elemento que irá quebrar algum feitiço ou trazer de volta alguém à vida. Nisso eles também resolveram mudar, o que achei sensacional. Você segue assistindo o filme achando realmente que o desfecho da história será previsível, mas somos pegos de surpresa. Nos é apresentado outra forma de amor, o amor fraternal, tão importante quanto as outras formas de amar.

Animação musical divertida, alegre e surpreendente. A Disney sempre inovando, o que é muito bem vindo às novas gerações. Vale muito a pena assistir em 3D, a percepção acerca do filme é outra. Apesar dos sustos que a Mari tomou, foi uma experiência muito legal. A todo momento ela dizia que estava dentro do filme e tentava tocar a imagem que pulava à sua frente. Mas se não tiver o 3D vai de 2D mesmo, o filme é lindo. E não desanime ao ouvir que é musical. A maioria não curte, mas esse, lhes garanto, é muito bom. Recomendo!

 

Beeeijo  grande!

Sobre Aysla de Oliveira

De essência ímpar, feminista, amiga, justiceira em tempo integral e mamãe da Mari.
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2 respostas para Mundo da Mari – Frozen: Uma Aventura Congelante

  1. Raíza disse:

    Amei a simplicidade com que você escreveu. O texto está muito bom e divertido! Principalmente quando você fala da reação da sua menina. Eu realmente me transportei para dentro da sala de cinema e a ví tentando pegar a tela de cinema. Amei sua crítica, está tão leve e não está cansativa nem chata!!!!

  2. Pingback: Feminismo, Frozen e educação | Aquela velha onda.

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