A Grande Vitória

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A Grande Vitória é um filme inacreditável. Literalmente, à medida em que a sessão passa vai ficando cada vez mais difícil acreditar no que se vê. O problema é que isso não se dá de forma positiva em quase nenhum nível.

Trata-se da cinebiografia do judoca Max Trombini. O filme começa na infância, quando foi colocado para ter aulas de judô por conta de sua constante vontade de brigar na escola. A arte marcial não apenas o ajudou muito como lhe deu um novo rumo.

Em termos técnicos, o filme é praticamente todo um grande erro. A direção é daquelas em que o realizador chega ao set e procura onde colocar a câmera para capturar o que está acontecendo sem pensar muito. Daí os atores entram em cena e dizem suas falas sem nenhuma construção. A direção de arte faz um bom trabalho ao indicar os caminhos que Trombini segue com as cores azul e verde em tons claros. A fotografia segue a premissa das ficções para TV no Brasil, se algo não está visível, joga uma luz em cima.

Mesmo os atores que estão bem em cena tem que trocar palavras constantemente com participações especiais como o Ratinho (sim, o apresentador do SBT) e o Moacyr Franco. O resultado são cenas atrás de cenas sem nenhuma construção fílmica, com direito aos enquadramentos quebrando constantemente o eixo de direção de conversa dos personagens e várias performances arruinadas por conta de uma o outra presença ruim.

Moacyr Franco, terrível.

Moacyr Franco, terrível.

E a pior parte fica por conta da trilha sonora. Um amontoado de toques randômicos de piano que nunca condizem com o que acontece em cena e, muitas vezes, parecem saídos de um e-mail de mensagens engrandecedoras em power point.

Isso dura por quase duas horas até que o filme acaba com a péssima alcunha de comédia involuntária. Sem sacanagem, nunca imaginei que veria todos os jornalistas em uma cabine de imprensa rindo da cena dramática mais importante de um filme. O suposto final feliz é tão mal realizado, e a trilha sobe de maneira tão piegas que foi impossível segurar a risada e também a alegria pelo término da sessão.

Se o filme possui alguma qualidade, essa se dá pelo arco fechado da história. Não é à toa que todos os elementos relacionados a figuras paternas aparecem constantemente. Seja o avô ou o pai, as relações problemáticas levam à escolha final do personagem. Esse ciclo é contado em paralelo à história da carreira no esporte. Tudo funciona para o conflito final.

A-Grande-Vitória-4Fim do ciclo. Caio Castro e Sabrina Sato. Ela é tão ruim que ele parece bom.

A Grande Vitória é falho em quase todos os sentidos. Justamente por isso consegue divertir com seus vários problemas. É um daqueles filmes ruins que ficam divertidos entre amigos apenas pelo bem da piada.

 

fantaszzz…

Sobre Vina

Publicitário frustrado, editor, cinegrafista, assistente e sonhador. Cinema é algo que não se entende completamente. Sempre se estuda.
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2 respostas para A Grande Vitória

  1. rubemcezar disse:

    Mano. só discordo com uma coisa no seu texto:

    Ele não parece bom nem com a Sabrina ao lado! HAHAHAHAHA

  2. Pingback: Filmes ruins de 2014 | Aquela velha onda.

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