Mundo da Mari – O Estranho Mundo de Jack

o-estranho-mundo-de-jack-3d-esta-em-cartaz-no-cineclub-mult-958571Jack Esqueleto (Skellington) é o responsável pela realização do halloween, assim como o Papai Noel é pelo natal. Seus ajudantes são monstros, esqueletos e criaturas sinistras. Cansado de fazer a mesma tarefa todos os anos, ele vaga por uma floresta, até se deparar com um círculo de árvores que são na verdade portais para os mundos de outras datas comemorativas. Como o Valentine’s Day, dia de ação de graças,  dia de São Patrício e o Natal. Exceto o último, todos os outros são datas típicas do norte americano. Jack se interessa justamente pela do natal. Curioso, ele acaba indo parar lá dentro, onde encontra um mundo totalmente diferente do seu, alegre e colorido. Percebe que as pessoas interagem de uma forma totalmente estranha ao seu conhecimento. Isso o intriga e encanta de tal forma que resolve levar essa magia para a sua realidade para tentar compreendê-la e compartilhar com seus iguais. Jack fica obcecado pelo tema, incumbe cada habitante de seu feriado tarefas a fim de realizar o natal ele mesmo, assumindo o lugar de “Papai Cruel”, forma com que refere ao bom velhinho. Sally, uma boneca costurada, obra do Dr. Frankenstein e apaixonada por Jack tenta impedi-lo em vão. Ele assume a data comemorativa causando um verdadeiro caos no mundo todo.

O Estranho Mundo de Jack surgiu a partir de um poema de três folhas de Tim Burton, redigido na época em que ele era animador da Disney no início dos anos 80, porém o projeto não foi desenvolvido de imediato. Após o sucesso de Vicent em 1982, primeiro curta de animação de Burton, é que a Disney começou a considerar a realização do projeto. Inicialmente foi cogitado como um especial para a TV, mas ao longo de alguns anos a ideia foi amadurecendo e a Disney e Burton decidiram transformá-lo em um longa de animação em stop motion. O longa foi lançado em 1993 sob o nome da então subsidiária da Disney, Touchstone Pictures, por achar que a produção era assustadora demais para crianças. Ele foi dirigido por Henry Selick e produzido e co-escrito por Burton. Promovido com o seguinte título na versão original, Tim Burton’s The Nightmare Before Christmas (O Pesadelo Antes do Natal de Tim Burton em uma tradução literal).

urlJack Esqueleto experimentando o natal. Papai Noel às avessas.

É necessário interagir com a Mari durante a exibição de alguns filmes para que ela não perca o interesse totalmente. Foi preciso ir narrando os acontecimentos e explicando a ela algumas passagens e significados. No caso específico deste filme, ela sentiu medo, e agindo dessa forma encorajei-a a continuar assistindo. A nossa interação foi fundamental para que ela compreendesse a história ali retratada. Ao final perguntei o que ela tinha entendido. Ela disse: “Jack queria ser o Papai Noel, mas eu sei que nenhum daqueles monstros existem, né mamãe?” Ok ficou nisso mesmo. Mas interessante mesmo, foi nossa discussão de que cada um tem seu jeito, segundo palavras dela. Ela me perguntou porque o pessoal do haloween era daquele jeito. A pergunta me deu abertura para dizer a ela que no mundo inteiro há pessoas de todo jeito. Mari ficou um tanto impressionada com as feições endiabradas de Jack e com algumas criaturas. Ao término do filme fiquei em dúvida se eu realmente deveria ter assistido com ela. Bom, segundo a Netflix, a censura é livre e procurei me ater a isso, mesmo porque eu não havia assistido ainda este filme. Houve medo, mas nada traumatizante, posso considerar que esse foi o seu primeiro filme de terror. No dia seguinte, fui surpreendida com o seu pedido para assisti-lo novamente.

Uma animação interessante, considerando os moldes da Disney. Tem lá as suas partes musicais, mas não chegam a ser entediantes. Com uma duração relativamente curta, 77 mim, a história não empolga, mas o uso do stop-motion e a perfeição dos personagens faz com que o espectador fique preso às imagens e às cenas muito bem feitas. Fez com que eu me perguntasse se esse filme realmente foi produzido há 21 anos. Isso inclusive rendeu ao filme a indicação ao Oscar de melhores efeitos especiais em 1994, mas perdeu para Jurassic Park.

 

Grande Beijo!

Sobre Aysla de Oliveira

De essência ímpar, feminista, amiga, justiceira em tempo integral e mamãe da Mari.
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2 respostas para Mundo da Mari – O Estranho Mundo de Jack

  1. Marina Faeda disse:

    Aysla, nunca vi esse filme por puro medo, acredita? hahaha! Vou dar uma chance!

    Um beijo!

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