Fora do cinema – Penny Dreadful

Penny Dreadful

Sempre gostei muito de séries. Mas havia um longo tempo que não assistia nenhuma. Fui atrás de algumas indicações e várias pessoas me direcionaram para Penny Dreadful. Como adoro terror e suspense, em menos de uma semana assisti a primeira temporada de oito episódios, cada um com 50 minutos em média. A ideia do enredo é bem interessante. Pegaram referências históricas e personagens de histórias de terror como Drácula, Jack, o Estripador, Dr. Victor Frankenstein e Dorian Gray e ambientaram em uma Londres da era vitoriana, período do reinado da rainha Vitória, em meados do século XIX. O título se refere às filipetas com publicações de ficção e terror vendidas na Inglaterra no século 19, conhecidas por seu preço de um centavo, popularmente chamadas de “centavos do terror”, as pennys dreadfuls.

O piloto de uma série deve ser impactante e ter a capacidade de despertar no espectador a curiosidade de continuar assistindo. Foi o que o primeiro episódio de Penny Dreadful causou em mim, não exatamente pela terrível cena de horror e pedaços de corpos espalhados em um cômodo. Mas pelo mistério de quem havia feito aquilo. Com tantas referências de terror, fiquei instigada em assistir mais e mais e tentar desvendar a série em si.

Sir. Malcolm Murray (Timothy Dalton) é um explorador e um homem muito rico. Juntamente com Vanessa Ives (Eva Green), estão em busca de sua filha Mina, que fora seqüestrada por uma criatura monstruosa. Para ajudá-los nessa caçada, contratam Ethan Chandler (Josh Hartnett), um artista norte-americano que sabe lidar muito bem com armas e é dono de um passado desconhecido, e o Dr. Victor Frankenstein, médico e pesquisador assombrado em segredo por sua primeira criação.

A primeira impressão é a de que se trata de uma trama de terror com criaturas monstruosas icônicas da literatura antiga. Porém, somos surpreendidos em um episódio no qual é revelada a mediunidade da Srta. Ives e a que se remete tal poder. Temos aí a introdução de mais um elemento da história, a mitologia egípcia. Ives vem a ser revelada como a reencarnação da deusa Amonet, entidade que vive dentro dela e que precisa ser libertada por seu amado, o Deus Amon. A junção dos dois poderia libertar o mal supremo dando a eles o poder de imperar sobre o mundo. Vanessa Ives, porém, não tem conhecimento total da situação. Ainda assim, luta contra a tal criatura que habita nela e que constantemente quer se libertar.

Penny-dreadful-tv-show-trailer-premiere-date-cover-4Srta. Ives. Deusas internas e mediunidade.

A mediunidade de Vanessa apaga quase que completamente os episódios anteriores ao surgimento da mesma. John Logan, roteirista famoso e criador da série, terá a difícil tarefa de mantê-la interessante agregando de forma satisfatória todas as histórias e mantendo o tom sombrio e o mistério. Eu acredito que conseguirá, considerando seus trabalhos anteriores. Gladiador, O Aviador, Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet, A Invenção de Hugo Cabret e Skyfall entre outros com a sua participação conseguiram.

A série é um sucesso não só por seu enredo instigante e roteirista famoso, mas também por ter Eva Green no papel da Srta. Ives. Atriz francesa, ficou mundialmente conhecida em 007 – Casino Royale interpretando a Bond Girl Vesper Lynd. Sua sobriedade e feições ao interpretar a personagem médium é visceral, principalmente nas inúmeras cenas pesadas de possessões e sexo. Fazem parte ainda do elenco Josh Hartnett, seu último trabalho que vale a pena mencionar foi em Dália Negra, de 2006, Billie Piper, cujo trabalho mais relevante foi interpretando Rose Tyler, uma das companheiras de viagem do doutor em Doctor Who, e Timothy Dalton, ator inglês que foi o quarto James Bond do cinema em 1987 e 1989.

No geral a série é muito boa, até então não havia nenhuma obra parecida com a qual eu tivesse me deparado. Entrelaçando personagens tão interessantes em uma trama só, ela é sombria e instigante com um tom dramático sobre a vida pessoal dos mesmos. Seu último episódio nos leva a querer mais. Ele deixa alguns indícios do que virá em sua segunda temporada já confirmada para o ano que vem. Ela conterá dez episódios, dois a mais do que a primeira. Indicada aos amantes de uma excelente dramaturgia e aos fãs de terror.

 

Grande Beijo!

Sobre Aysla de Oliveira

De essência ímpar, feminista, amiga, justiceira em tempo integral e mamãe da Mari.
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