A Pequena Loja dos Suicídios

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Em uma cidade onde as pessoas perderam a vontade de viver, a vida foi banalizada e se matar é normal tudo é cinza e sem graça e cometer suicídio em via pública gera multa para a família do morto ou para o mesmo na infelicidade de não ter sucesso no feito. Se há oferta é porque há procura, na cidade existe uma pequena loja especializada em artigos para o suicídio,da família Tuvache. Pelo visto os únicos a ter o que comemorar, devido ao crescente sucesso nas vendas.

A Pequena Loja de Suicídios (Le Magasin des Suicides) é um filme de animação feito para adultos. O seu título em si já chama bastante atenção, bem convidativo apesar do tema ser ainda tabu. O suicídio é apresentado em decorrência da depressão, mostrando que isso, independente de classe social, é um mal que atinge a humanidade. O filme se passa em uma espécie de futuro próximo onde as pessoas desistiram de ser felizes e o que lhes resta é a morte. Crítica direta às pessoas que desistem de suas vidas. Apesar das dificuldades é preciso continuar lutando.

the-suicide-shop-le-magasin-des-suicides-2012-snoutypig-009Alegria em meio a suicídios.

Os Tuvache são pessoas bem curiosas, nunca riem e se ocupam apenas da loja. Um negócio de família passado de geração em geração, que contribuiu para que seus componentes sejam sombrios e fechados para o mundo. Lucrèce, a matriarca dá a luz a um segundo filho, logo em seu nascimento percebe-se que era diferente dos demais. Alain era sorridente e cheio de vida. Enquanto seus irmãos mais velhos, Vincent e Marilyn, influenciados por seus pais, eram sombrios e infelizes. Mishima, o homem da casa e artesão dos itens da loja, após ter um contato mais próximo de uma das pessoas no momento do suicídio, começa a se questionar se aquela é a vida que realmente quer. Sem o pai à frente dos negócios, o caçula aproveita para  tentar mudar a sua família. De uma forma bem desastrosa, ele alcança seu objetivo.

Lançado em 2012, A Pequena Loja de Suicídios é um filme de origem francesa, belga e canadense. Dirigido por Patrice Leconte, diretor francês responsável por mais de 30 longas, que resolveu se aventurar em uma animação. Adaptou a história do livro de mesmo nome do autor Jean Teulé, fazendo apenas algumas modificações. A história e tema são bem interessantes e prendem o espectador até certa altura do filme, sempre representando o interior da loja com cores fortes e intensas, e a tristeza pela cidade em tons de cinza. Começa a ficar desinteressante a partir do momento em que Alain resolve intervir na vida de seus familiares, não pela atitude dele mas sim da forma que foi colocado no filme, não houve uma evolução dos acontecimentos.

le-magasin-des-suicides-2012-1-gCidade cinza em contraste com as cores da loja.

De um jeito forçado, tudo acontece e simplesmente uma tradição de gerações é trocada por outra sem mais nem menos. Por se tratar de uma animação voltada para o público adulto isso deveria ter sido tratado com mais calma, primando pelos detalhes. Apesar disso vale a pena assistir, faz com que o espectador pense sobre a depressão, a doença da massa nos dias de hoje, que alguns ignoram e às vezes subestimam. Se não tratada e assistida de forma correta pode sim levar ao suicídio. Recomendo à todos pois deste filme é possível fazer uma reflexão proveitosa do assunto.

 

Beijo enorme!

Sobre Aysla de Oliveira

De essência ímpar, feminista, amiga, justiceira em tempo integral e mamãe da Mari.
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