Épico? – O Conde de Monte Cristo (2002)

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Foi preciso pensar muito se valia a pena categorizar este filme como um épico. Mas quase todas as regras se adequam. Grande lição de moral, tempos diferentes do atual e contextualizações grandiosas. A versão do diretor Kevin Reynolds para a novela clássica de Alexandre Dumas já não me impressiona tanto hoje em dia, mas foi uma grande influência para meu eu de 14 anos.

O roteirista Jay Wolpert fez um bom trabalho em resumir a trama política relacionada a Napoleão a um conflito familiar rápido. Porém, no final do filme transformou a discussão principal em um confronto sobre gravidez e paternidade. O tom sério e sombrio da obra literária virou um melodrama que quase se perde da mensagem principal, que só reganha foco porque o protagonista a fala no epílogo.

Para quem não conhece o livro, trata-se da história fictícia de Edmond Dantes, um francês analfabeto e humilde que é traído por diversas pessoas por motivações políticas e pessoais. Na prisão, conhece outro prisioneiro com quem planeja uma fuga a longo prazo. Este colega de residência o educa em diversas áreas, política, leitura, matemática e combate físico. Depois de quatorze anos, Dantes consegue escapar do confinamento e encontra um tesouro que o torna rico. Ele usa o dinheiro para retornar à sociedade de alta classe francesa com o pseudônimo de Conde de Monte Cristo com um plano elaborado para se vingar de cada uma das pessoas que o fizeram passar o tempo na prisão.

Luis-Guzman-and-James-Caviezel-in-Touchstones-The-Count-of-Monte-Cristo-2002-6Edmond e seu comparsa Jacopo antes da fortuna.

Reynolds conta bem a história, fazendo com que os eventos realmente pareçam passar na França. Seja com o porto do país muito bem reconstruído pela direção de arte com ajuda de efeitos digitais, com as masmorras do icônico Châteu D’if, ou até com a ilha de Elba onde Napoleão era mantido preso. Para fazer tanta coisa, ele gastou aproximadamente 35 milhões de dólares. É um valor bastante baixo considerando a presunção da produção. E considerando o que foi conseguido, é ainda mais impressionante.

46844911957880712810Dantes (agora como conde) e Jacopo ricos. Plano de vingança em andamento.

Vale mencionar as ótimas atuações do Jim Caviezel, do Luis Guzmán, do Guy Pearce e  do Richard Harris. Ali no canto tem a presença do novo superômi Henry Cavill, com apenas 18 aninhos, apenas como item de curiosidade. A música de Edward Shearmur é, talvez, a melhor da carreira do compositor.

O orçamento garantiu qualidade?

Sim e não. Não foi exatamente um grande orçamento, mas o financiamento mediano de um filme de Hollywood foi muito bem gasto por sua equipe técnica.

 

FANTASTIC…

Sobre Vina

Publicitário frustrado, editor, cinegrafista, assistente e sonhador. Cinema é algo que não se entende completamente. Sempre se estuda.
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