Marvel – Guerra Civil e Ragnarok

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Duas das partes mais importantes dos anúncios da Marvel ontem foram que o terceiro filme do Capitão América se chamará Guerra Civil e que o terceiro do Thor se chamará Ragnarok. Por que eles são tão significativos? Se você não conhece nada sobre os quadrinhos da Marvel, é melhor continuar lendo.

Um belo dia, o produtor da Marvel Films, Kevin Feige, disse em um programa que pensava no Tony Stark como um 007. Ele poderia ter filmes para sempre mudando constantemente de ator. Robert Downey Jr. estava ao lado e sua reação foi bastante negativa. Ele disse que criou o personagem e não gostaria que outra pessoa usasse seus sapatos.

Repensando isso hoje, parece que Feige estava fazendo um teste. Se ele conseguisse o apoio do Downinho o plano de continuar o Homem de Ferro sem ele seguiria em frente. Sem a permissão do astro, Feige sabia que os fãs nunca aceitariam uma substituição. Foi quando surgiu a necessidade de um plano b, pois o Robert Downey Jr. está cada dia mais velho e está ficando cada vez mais aparente.

Para piorar, o Chris Evans e o Chris Hemsworth admitiram que não estavam satisfeitos com quanto ganhavam por filme nem pelos filmes em si. Hemsworth disse em uma entrevista que, para ficar com o porte do Thor, precisa se desgastar muito pessoalmente. Considerando que ele tem mandado bem em bons filmes (Rush) com bons diretores (Michael Mann em Blackhat), sem metade dessa preparação e provavelmente ganhando mais dinheiro, a causa parece justa. Já Evans só queria dinheiro para estrear como diretor, o que já fez e, pelo que dizem, fez mal.

Como resolver esse problema? Tirar o Downey Jr. seria abrir mão do recurso mais popular e carismático do qual a Marvel dispõe. Os fãs, porém, queriam muito que o universo da Marvel nos cinemas levasse para a tal Guerra Civil. Ela seria a resposta para os problemas do estúdio e de Feige.

A Guerra Civil

A Guerra Civil foi uma saga nas histórias em quadrinhos da Marvel nas quais, após um evento grandioso, os governos se posicionaram contra os super-heróis. Mais especificamente, pede que eles se identifiquem. Parece algo extremamente negativo, mas a lógica faz sentido quando pensamos que pessoas com experiências em artes marciais devem ser registradas como armas vivas. Literalmente, um faixa-preta em kung-fu é capaz de matar alguém com as próprias mãos com a eficiência de uma arma. Nós registramos quem tem arma, portanto registramos quem é faixa-preta. No mundo dos heróis, faz sentido que se registre pessoas com poderes que as transformam em armas vivas. O negócio dessa história é que o Tony Stark fica do lado do governo e quer que os heróis se identifiquem. Contra ele está o Capitão América, que decide enfrentar o governo e lidera os heróis que não querem ser registrados.

marvel_wallpaper_ironman_vs_captain_america-marvel-is-building-up-to-civil-war-in-the-mcu-there-i-said-itHomem de Ferro contra Capitão América. Vai dar merda issaí…

Por que esse plot é tão útil para a Marvel Films? Primeiro porque o Homem de Ferro eventualmente se torna o vilão da história. Ou seja, o Tony Stark se torna antipático e o Robert Downey Jr. seria visto de forma negativa o suficiente para que possam cortá-lo dos filmes. O Chris Evans poderia sair dos filmes da Marvel de forma digna abrindo espaço para que outros personagens vistam o uniforme do Capitão.

Ragnarok

Trata-se do fim do mundo nórdico. Na mitologia, é quando os deuses se unem aos guerreiros humanos escolhidos pelas Valquírias para lutarem ao seu lado na batalha final. Nos mundos dos quadrinhos, é um recurso cíclico no qual sempre afastam o Thor do universo Marvel. No começo da Guerra Civil das HQs, surgiu um Ragnarok para que o Thor não pudesse escolher um lado. O personagem é poderoso demais e desequilibraria a história. O problema desse Ragnarok é que, sempre que ele ocorre, o Thor e o Loki morrem. Ou seja, o filme pode ser a despedida dos atores que interpretam os dois personagens.

Pronto, a Marvel consegue seguir adiante sem os três heróis que estabeleceram o Universo Cinematográfico Marvel. Os atores podem seguir adiante sem os heróis que aumentaram suas famas. E os fãs não se sentem enganados ou traídos por algum afastamento ilógico de seus personagens favoritos da franquia.

 

FANTASTIC…

Sobre Vina

Publicitário frustrado, editor, cinegrafista, assistente e sonhador. Cinema é algo que não se entende completamente. Sempre se estuda.
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3 respostas para Marvel – Guerra Civil e Ragnarok

  1. Gustavo disse:

    uau

  2. horllan disse:

    mt bom o texto

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