Fora do cinema – Yu Yu Hakusho

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A editora JBC está de parabéns. Desde que os mangás voltaram a vender bem no Brasil, eles divergem entre publicar histórias novas do formato assim como grandes clássicos. Nos últimos anos, obras como Sakura Card Captors e Ruroni Kenshin (conhecido por aqui como Samurai X) voltaram a figurar nas bancas e livrarias. E agora chegou a vez de Yu Yu Hakusho voltar com o novo padrão de livretos com coletâneas. A edição número 1 já se encontra nas bancas.

Yusuke Urameshi é um adolescente problemático de 14 anos. Fuma, mata aulas, vive arrumando briga com a maioria das gangues da região, já roubou de algumas lojas e até seus professores tem medo de sua presença. Um dia ele se sacrifica para salvar uma criança de ser atropelada e, após a morte, recebe a notícia de que morreu antes da hora. Então tem a oportunidade única de voltar à vida. Para isso, precisa passar por um teste espiritual, que verificará seu merecimento.

A série foi publicada no Japão através da Shōnen Jump, uma revista semanal cujo foco são os meninos do país. Então as histórias publicadas normalmente se focam em um grande herói de ação. Da revista saíram sucessos como Dragon Ball e Samurai X. Yu Yu Hakusho conseguiu o feito disputado por muitos mangakas (realizadores de mangas) do país. Foi aceito pelo público e virou uma série longa, com histórico que começou a ser publicada em 1990 e terminou em 1994. Como a maioria das histórias da Shōnen Jump, o mangá se foca em Yusuke usando seu estilo pessoal truculento para superar seus conflitos. O que inclui espancar bandidos ao possuir corpos de pessoas, bancar um demônio para ajudar um menino a aceitar a morte de seu cachorro e até xingar entes queridos.

Aqui no Brasil, a franquia ficou conhecida pela adaptação para anime que foi sucesso na extinta Rede Manchete. As pessoas da minha geração quase todas acompanharam as desventuras de Yusuke durante a infância. Eu só fui descobrir com meus vinte anos, mas ainda achei ótimo. Os mangás já foram lançados por aqui em edições antigas, mas agora ganham os visuais mais cleans e páginas com maior qualidade do padrão atual de mangás no Brasil, com compilação de várias edições das histórias originais. O padrão permite ao leitor se envolver mais rápido com a história ao avançar mais em apenas uma publicação com um papel bom e impressão que não desgasta com pouco tempo.

A história brinca com um conceito interessante. Yusuke se tornou o bad boy típico não por falta de moral, mas por conta das condições de sua vida. A mãe o teve com 15 anos e se tornou uma alcoólatra, o que acarretou numa série de problemas que o fizeram ser mais briguento e revoltado. Porém, quando vê maldades, ele não consegue se reter a enfrentá-las. Mesmo que o faça de maneiras que vão contra o bom senso. Daí surge a ação e violência típicas da Shōnen Jump com muito humor feito para que os leitores mirins da publicação não parem de se divertir.

Para isso, o autor Yoshihiro Togashi usa muitos estilos caricaturais para que as feições de todos os personagens virem caretas, piadas sobre violências súbitas e muito do estilo informal das ruas surpreendendo as pessoas em momentos inesperados. Mais para a frente a ação deixa de ser apenas sobre Yusuke dando murros e chutes à medida em que ele começa a conseguir poderes espirituais. É quando a saga inicial de Yusuke como uma entidade do bem na Terra acaba e a franquia chega nas tramas mais mirabolantes que tomam a imaginação dos adolescentes. Yusuke se mete com torneios em outros mundos com lutas exageradas e repletas de cores e efeitos. É bobo, mas também divertido.

Essa saga deve demorar para começar na nova edição dos quadrinhos. Então, por enquanto, vale se divertir apenas com Yusuke ajudando pessoas como espírito. Pelo que pesquisei, devem ser 19 edições até o final de todo o mangá. Se o lançamento for mensal, temos pouco mais de um ano e meio da companhia de Yusuke pela frente. Se seguir o padrão bimensal do Rurouni Kenshin, pode durar três anos.

 

NÃO CONHECI O OUTRO MUNDO POR QUEREEEEEEEER…

Sobre Vina

Publicitário frustrado, editor, cinegrafista, assistente e sonhador. Cinema é algo que não se entende completamente. Sempre se estuda.
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