Fora do cinema – Assassin’s Creed: Revelations

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No planos de acabar com os jogos da geração passada a franquia que mais ocupa espaço é Assassin’s Creed. Começando a partir do segundo até o recém-lançado Rogue, que foi liberado este ano para PS3 e X-box One, são seis jogos. Isso sem contar com os menos importantes, como o Liberation. Revelations foi o terceiro na fila e, até o momento, o melhor.

Desmond acorda dentro do animus e descobre que o uso excessivo do aparelho estava consumindo sua mente. Para conseguir despertar novamente, ele precisa explorar as últimas lembranças de seu antepassado Ezio, que escondem diversos segredos. Ezio, por usa vez, descobre uma biblioteca secreta de um dos maiores Assassinos da ordem, Altair, mas, para conseguir acessar o local, precisa reunir cinco chaves que abrirão as portas. As chaves se encontram espalhadas em Istambul através de câmaras escondidas por charadas e enigmas. Os templários também procuram a chave pela cidade e usam de um conflito local, entre janízaros e bizantinos para tomar controle da região.

A proposta do jogo se encontra no subtítulo, Revelations (revelações). Até o ponto do lançamento, em 2011, haviam três protagonistas de séculos diferentes com histórias interligadas. Altair, do primeiro jogo, conquista uma Maçã do Éden, artefato de poderes misteriosos. Ezio, do segundo, Brotherhood e deste Revelations, encontra outra e a esconde para manter segura dos templários. E Desmond é um homem moderno que descobre que as tais Maçãs são uma tecnologia de uma civilização antiga que anteviu um cataclisma solar no dia 21 de dezembro de 2012 (as tramas de Desmond se passam através daquele ano).

Assassin-s-Creed-Revelations-assassins-creed-24419475-720-450Altair luta em Constantinopla para proteger a Maçã do Éden.

Para ter a liberdade de explorar Istambul em busca das chaves, Ezio precisa ajudar o povo local a escapar dos templários. A história se divide em duas tramas. Numa o italiano passando por uma série de fases de plataforma e decifrando enigmas para encontrar as chaves e junto com elas descobrir um pouco mais sobre a vida de Altair. Noutra ele forma uma aliança com o príncipe Solimão para descobrir os planos de seus inimigos em comum. As duas refletem as descobertas pessoais de Ezio e fecham a jornada iniciada por ele quando o pai e os irmão foram mortos. No primeiro, ele busca vingança e descobre que não é o caminho para a paz de espírito. No segundo ele é o protagonista, mas não faz muita coisa uma vez que a trama se foca mais nos Bórgias. Aqui, tudo o que veio antes conduz para um final digno da história do florentino.

Ezio está ficando velho e está cansado. Depois da morte de Catarina Sforza, já não tem mais interesse em conquistas sexuais ou românticas e gostaria apenas de parar de guerrear com os templários. Como ele mesmo diz em certo ponto, não está arrependido da vida que levou. Ele fez o que acreditava ser certo e aproveitou o máximo que pôde. Ao descobrir a vida de Altair, Ezio se vê no antepassado e percebe que se continuar vai acabar sacrificando a vida para a ordem. Uma personagem interessante chamada Sofia Sartor aparece não apenas como um possível interesse romântico, como a saída para os confrontos de Ezio. Depois de vê-lo evoluir através dos outros jogos, é satisfatório ver ele conseguir apenas sentar e conversar com uma mulher de quem gosta muito.

ezio-sofiaSofia Sartor. Personagem real foi baseada em pintura do período retratado.

No quesito jogabilidade, Revelations é mais do mesmo. Ezio escala prédios e faz parkour feito um maníaco, participa de lutas e com frequência os dois estilos são usados de uma vez em missões nas quais Ezio precisa matar muitas pessoas sem ser visto. A diferença é que agora as mecânicas estão mais fluídas. No 2 e no Brotherhood era comum Ezio se prender me paredes onde eu não queria que ele subisse, ou pular fora de um caminho reto apenas porque o design de fase não se encaixava completamente. Aqui é tudo gostoso de jogar, com poucas travas. Muitas das mecânicas secundárias não são colocadas em meios a missões principais e, portanto, não alteram o ritmo.

Há de se dizer que Revelations é lindo. Para os padrões atuais não, mas é uma das coisas mais bonitas que tive a chance de ver no Playstation 3. Istambul é colorida e cheia de visuais ricos. As texturas são detalhadas e raras vezes se vê elementos finos que não passam de um modelo bidimensional inserido no espaço tridimensional. Infelizmente, basta dar uma olhada no recente Assassin’s Creed Unity (para Playstation 4) para notar como os gráficos envelheceram.

Obviamente, a trama que liga toda a franquia não chegou ao fim. Os templários e o assassinos continuam em guerra nos tempos modernos e Desmond ainda não conseguiu impedir a destruição que virá do Sol. No ano seguinte saiu Assassin’s Creed III, que, pelo que ouvi falar, fecha a história de Desmond e do Sol. Como houveram outros três jogos depois deste, acho que isso não será o final da série. Mais três Assassin’s Creed e o Playstation 4 estará mais próximo de entrar na minha lista de compras.

 

Nada é verdade! Tudo é permitido!

Sobre Vina

Publicitário frustrado, editor, cinegrafista, assistente e sonhador. Cinema é algo que não se entende completamente. Sempre se estuda.
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