Épico? – O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos

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Finalmente chega ao fim. O que o estúdio vendeu como a “saga” da Terra-Média numa tentativa óbvia de tentar conectar esta trilogia com aquela outra infinitamente superior. O terceiro O Hobbit tem uma vantagem que é quase surpreendente em relação aos dois filmes anteriores. Ele é o clímax dos três.

Não resta dúvida se a trilogia é um épico. Montes de sugestões de moral, recriação em escala absurda de um período que, apesar de fantástico, supostamente é antigo. Apesar de a expressão “épico” ser normalmente usada para adjetivar positivamente alguma coisa, O Hobbit é um épico que, justamente por conta da escala, se perde na própria grandiosidade.

Logo na abertura do terceiro filme fica claro um grande problema da trilogia. O chatíssimo segundo filme termina com um ótimo gancho, mas esse gancho serviu apenas para que a rápida abertura deste fosse apenas mais um clímax. Um que obviamente não acrescenta ao terceiro e funcionaria muito melhor que aquela péssima perseguição final de A Desolação de Smaug. Galadriel, Elrond, Radagast e Saruman enfrentam a sombra de Sauron e seus nove espectros para salvar Gandalf. É de longe a melhor coisa dos três filmes, mas é também apenas mais um final rápido para um monte de tramas paralelas dos dois anteriores.

Terminadas as duas tramas menores, o filme parte para a tal batalha do título. Sustentada por um fraco conflito emocional do personagem principal que é abandonado em uma sequência fraca dele sugado por ouro. A ação em si funciona, o problema se encontra na história, que esquece o confronto dos tais cinco exércitos (não importa os argumentos, eu só vi quatro) para focar em duas lutas muito mal resolvidas entre Thorin e Legolas (que nem faz parte do livro) contra os dois grandes Orcs vilões. Quando o filme termina, fica o alívio de ver que a extrapolação do universo de Tolkien finalmente acabou.

Mais uma vez, a direção de arte e a parte técnica são impecáveis. Mas riqueza de visuais e toda esse desbunde não significam nada sem contexto adequado. E o que esses filmes menos tem são contextos adequados.

O orçamento garantiu qualidade?

Não. Na verdade, as quase nove horas de O Hobbit somadas pareceram um grande desperdício do tempo do espectador. Pouco se salva, como a parte técnica e alguns trechos da história. No geral, é melhor assistir a coisas menos ambiciosas.

 

GERÔNIMOOOOOOOOO…

Sobre Vina

Publicitário frustrado, editor, cinegrafista, assistente e sonhador. Cinema é algo que não se entende completamente. Sempre se estuda.
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