Cenas que amamos – Três Homens em Conflito (o êxtase do ouro)

gold

Há quem diga que a melhor música já criada para um filme é Ecstasy of Gold. Acredito que os caras do Metallica devem concordar, já que sempre abrem seus shows com um cover da música que o Ennio Morricone compôs para Três Homens em Conflito. Talvez tão boa quanto ela, existe a cena que a tornou tão popular. A busca do cemitério que abre o terceiro ato do filme.

Assistir à cena só pela própria não a faz parecer tão interessante, por isso é preciso ter noção do contexto construído através das duas horas e meia anteriores. Na imagem acima está o protagonista da cena, o infame Feio, tal qual ficou conhecido o personagem de Eli Wallach. Bonachão e destoante do estilo dos grandes pistoleiros dos faroestes, Feio passou por guerras, tiroteios, explosões, sede extrema, enforcamento, traições (tanto contra ele quanto feitas por ele) e até tortura. Tudo em nome da promessa de ouro em um cemitério perdido.

Em sua parceria de ódio com o personagem Bom (vivido por Clint Eastwood), eles quase se matam e se protegem diversas vezes. Tudo porque os conhecimentos de ambos vai revelar a localização secreta de um tesouro. Feio sabe qual o cemitério, Bom sabe o nome do túmulo. Por isso um não pode trair o outro, os dois sabem parte da informação para ficarem ricos. O ouro lhes dá coragem para enfrentar o diabo e se aproximarem do limite da loucura.

Por isso mesmo, ao encontrar o suposto cemitério já com noção do nome onde o tesouro está escondido, Feio se encontra com um choque de sentimentos. A empolgação de estar tão próximo da recompensa prometida e o desespero de encontrar logo um nome em meio a centenas de covas. Sua corrida desajeitada pelo cemitério é comentada pela trilha de Morricone, que mistura os sentimentos do momento em um crescendo de triunfo e glória. Veja abaixo.

Para quem nunca ouviu, confira a versão do Metallica.

E se você nunca assistiu Três Homens em Conflito, vai na Netflix que lá tem.

 

FANTASTIC…

Sobre Vina

Publicitário frustrado, editor, cinegrafista, assistente e sonhador. Cinema é algo que não se entende completamente. Sempre se estuda.
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