Fora do cinema – E3 2015

E31

Normalmente a dica desta sessão é um jogo, um livro, uma HQ. Até disco já rolou. Mas uma feira? E principalmente, uma feira cujos anúncios principais já aconteceram? Sim, porque o mercado de videogames estava deprimente nos últimos tempos. O final da geração anterior indicava que os consoles estavam mal das pernas e o primeiro ano da nova funcionava mais como propaganda de PC. Esta E3 conseguiu me convencer a querer os dois grandes videogames da vez.

A verdade então é que a dica não é a feira em si, mas a indústria de jogos como um todo. A E3 de 2015 mostrou o que a imprensa especializada internacional e muitos jogadores esperavam. Que as duas principais empresas de consoles de mesa de videogame não estão ultrapassadas. Enquanto a Microsoft reafirmou as duas franquias mais fortes e criou duas potenciais novas séries, a Sony brincou com nostalgia e agarrou várias propriedades adoradas para ser exclusivas. Enquanto isso, as empresas produtoras ficaram um pouco atrás. O contrário do que ocorria nos últimos anos.

Nos últimos anos do PS3 e do X-box 360, os dois videogames eram mais desculpas para rodar jogos que os computadores rodavam melhor. Eles aprenderam a apresentar e vender jogos indies, mas ainda não superavam o Steam. Os especialistas previam a queda dos consoles e o futuro dos computadores. Com o anúncio das novas versões, PS4 e X-box One, nada de jogos interessantes que fariam com que os dois videogames fossem compráveis. Eu mesmo tenho focado em zerar os jogos que sobraram da biblioteca anterior.

Os comentários sobre os jogos do Xone (apelido carinhoso do console da Microsoft no Brasil) indicavam vários jogos que já eram lançados para PC. Dentre as coisas que prestavam, uma continuação (Dead Rising 3) e uma novidade divertida (Sunset Overdrive). Enquanto isso, a Sony errava em quase tudo. O novo mascote foi um fracasso (Knack), assim como o jogo mais bonito do mundo, que é uma porcaria (The Order 1886). O acerto foi uma continuação (Infamous – The Second Son). O que surgiu de bom na nova geração saia para os dois e funcionava melhor em computadores (Shadow of Mordor, Wolfenstein – The New Order, Dragon Age Inquisition).

2015

Começa a nova E3 com novidades que seguem caminhos opostos. As empresas produtoras continuaram com anúncios de coisas que sairão para todas as plataformas, mas poucas coisas realmente interessantes. No geral, continuações já esperadas. A Microsoft apostou no mesmo esquema, Halo, Gears e algumas interessantes IPs (Intelectual Properties ou Propriedades Intelectuais) novas. Em especial Recore e um jogo novo da Rare. Além de ter o novo Tomb Raider meses antes dos concorrentes. Um controle incrível foi apresentado, um projetor de realidade aumentada que funciona bem, mais de 100 jogos do X-box 360 (o que impressiona ainda mais alguém que, como eu, não teve o console) e um monte de jogos indies interessantes que serão exclusivos. Quase quis comprar um Xone.

Até de noite, quando a Sony apareceu e mostrou a que veio. Logo de cara revelou que The Last Guardian ainda está vivo, com uma jogabilidade que parece muito boa e data de lançamento. Em seguida o espetáculo de Horizon: Zero Dawn. Jogo novo que parece extraordinário. Uma resposta ao projeto Sparks é o Dreams que permite fazer jogos, animações, filmes e não usa polígonos. Um remake de Final Fantasy 7 deixou pessoas rezando no salão e deve sair ou ter pequenas exclusividades no PS4. Shenmue 3 foi anunciado para kickstarter na conferência e deve ser lançado no console da empresa, além de já ter se pagado. O mais importante, Uncharted (melhor franquia) 4 parece incrível. Eles ainda soltaram imagens de jogos indies que parecem lindos.

Isso tudo sem contar com coisas como Deus Ex, Mirror’s Edge, um novo Zelda, um novo South Park, um novo Mass Effect e um novo Dark Souls. E as novidades de E3 não devem acabar por aí. Finalmente, ser fã de videogame parece valer a pena de novo.

 

GERÔNIMOOOOOOOO…

Sobre Vina

Publicitário frustrado, editor, cinegrafista, assistente e sonhador. Cinema é algo que não se entende completamente. Sempre se estuda.
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