Lugares Escuros

Texto por Jade Abreu.

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O filme lugares escuros conta a história de Libby Day (Charlize Theron). Uma moça traumatizada pelo suposto assassinato da família inteira pelo irmão quando tinha oito anos. Ela foi a única sobrevivente e, na época, foi a testemunha do crime. Os anos se passam e um grupo que gosta de desvendar crimes decide investigar a história dela porque acham que existe incoerência nos fatos. Ela mergulha na trama e começa a acreditar que o testemunho que deu fosse falso.

A história tem vários  flashbacks que prendem quem assiste ao filme. Sem espaço para respiro, a película aborda em vários momentos um novo assassino possível. Dinâmico e cheio de ação, o suspense dá agonia no desenvolvimento em algumas partes porque a sensação de dúvida é constante. A trama, entretanto, preenche as lacunas com o desenrolar.

Vale lembrar que é baseado em um livro da mesma autora que Garota exemplar. A estrutura é muito parecida. O clima de suspense, o desenrolar, os flashbacks, a dúvida que paira no ar. O filme também é parecido com o clássico Amnésia, no qual a surpresa ao telespectador é a chave da história.

A atuação de Charlize Theron também se destaca. É possível perceber o desespero em encontrar respostas, mas ao mesmo tempo uma possível culpa de ter condenado o irmão a algo que nunca fez por quase três décadas. O fim (pode ficar tranquilo, não vou dar spoiler) também tem um bom acabamento. Isso porque não é um encerramento feliz, mas de pessoas traumatizadas que não sabem como seguir em frente.

dark-places-theron-hoult-3Nicholas Hoult faz um dos poucos personagens coadjuvantes com destaque.

A parte com mais falhas da história é relacionada ao grupo que soluciona mistérios. Eles têm importância no início, já que é a partir deles que tudo acontece. O enredo, contudo, não aborda eles depois disso. Exceto o tesoureiro Lyle (Nicholas Hoult, Meu namorado é um zumbi) que é o principal incentivador de Libby na trama.

Apesar dessa lacuna, o enredo é bem construído e apresentado. Com uma sensação de asfixia, o espectador sente necessidade de continuar. Após os créditos há a necessidade de refletir sobre o desenrolar e contar a alguém. É um daqueles filmes que deve ser assistido mais de uma vez.

Sobre Vina

Publicitário frustrado, editor, cinegrafista, assistente e sonhador. Cinema é algo que não se entende completamente. Sempre se estuda.
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