Cenas que amamos – Eu quero você (Mais Estranho que a Ficção)

farinhas

Semana passada o Cena que Amamos homenageou a obra-prima Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças. Desta vez voltamos os olhos para outro tesouro que chamou menos a atenção justamente porque ficou ofuscado e parecido com o romance metafísico com o Jim Carrey. Também tem um comediante em papel sério, romance (apesar de não ser o foco) e um misto de metalinguagem com metafísica. Além da união de um diretor eclético com um roteirista inspirado. Trata-se do excelente Mais Estranho que a Ficção.

Harold Crick é um inspetor da receita federal que leva uma vida solitária, regrada e tomada pelas manias que beiram o transtorno obsessivo compulsivo. Até o dia em que escuta uma voz que passa a narrar a rotina dele com tons literários. Preocupado, Crick tenta compreender o que acontece com ele até a voz, que até o momento acertou tudo o que disse, prever que ele vai morrer.

Ao mesmo tempo em que descobre uma paixão incontrolável por uma das pessoas que precisa auditar, Crick busca uma forma de impedir a própria morte. Isso em prol da discussão principal que o filme propõe. Qual o verdadeiro valor da infinitude da arte diante dos limites de uma vida desconhecida?

Em certo ponto, incapaz de determinar o que pode ou não salvá-lo, Crick decide viver a vida. Um dos passos mais importante é se declarar para a mulher por quem se apaixonou, a padeira Ana Pascal. Depois de inúmeros tropeços nas interações com a mulher, Harold faz um trocadilho com farinhas e flores (em inglês, a fonética das duas palavras é igual) e se abre de maneira romântica e bela.

O espectador, é claro, está do lado de Harold e torce para que tudo dê certo. Vale notar que a montagem inverte o sentido da conversa rapidamente quando ele finalmente se abre e quebra o padrão que seguia antes. Veja a cena.

Pouco tempo de filme depois, enquanto Ana ainda decide o que sente ou não por Crick, ele revela um pequeno lado humano que ela ainda não tinha notado através de uma canção do Wreckless Eric. Ela finalmente responde à declaração do inspetor. Uma cena bônus que completa a principal e também é ótima.

GERÔNIMOOOOOOOOO…

Sobre Vina

Publicitário frustrado, editor, cinegrafista, assistente e sonhador. Cinema é algo que não se entende completamente. Sempre se estuda.
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