1001 Filmes #20 – O Ladrão de Bagdad

final feliz no tapete mágico

O fato de que O Ladrão de Bagdad se encontra na lista dos 1001 filmes é uma prova de que produção épicas e grandiosas também são valiosas. Neste caso em especial, é uma obra de escala enorme que se torna mais impressionante pela combinação de estilos e estruturas complexas na época em que foi realizada.

O ator que ficou famoso por filmes de capa e espada, Douglas Fairbanks, escreveu, produziu e estrelou este filme, no qual adaptou parte das Mil e Uma Noites com mistura de diversos elementos das várias histórias em uma só. Aqui, o ladrão de rua que dá nome ao filme descobre os méritos de uma vida correta quando se apaixona pela princesa filha do Califa. Para conquistar o direito de ficar com ela, precisa passar por uma série de desafios sobrenaturais antes que três concorrentes vençam uma disputa pela mão dela.

É fácil encontrar semelhanças com a última releitura famosa nos cinemas das noites da Arábia, a animação Aladdin. Tem um ladrão de rua que se apaixona por uma princesa, tapetes voadores, uma aventura dentro de uma caverna de magias e por aí vai. A grande diferença é a total falta de música, uma vez que O Ladrão de Bagdad é um filme mudo.

Douglas Fairbanks in a scene from THE THIEF OF BAGDAD, 1924.

Fairbanks e a performance corporal. Exagero além da mudez.

Para contar a história nesse mundo fantástico, é usado um amontoado de efeitos práticos e visuais. Cenários imensos cheios de figurantes, técnicas para fazer com que cordas e tapetes voem no meio de ambientes reais. Para fazer uma capa de invisibilidade, usa truques de sobreposição de cenas. Com o corte certo no local adequado, a parte do ator que se pretende que suma desaparece. É um conjunto de efeitos difícil de implementar que criam visuais majestosos.

No centro de tanta euforia está Fairbanks. Sua interpretação é quase toda física. Sem diálogos e voz, o ator mexe os braços para cima e para baixo entre poses exageradas. Se tem algum tipo de vitória, o personagem se encontra em uma euforia imensa. Com pose de triunfo e risada escancarada. É uma performance puramente corporal.

Certamente, não se encontra entre os filmes mais inspirados ou inspiradores dentre os 1001, mas ainda é um feito técnico impressionante. Assista abaixo.

FANTASTIC…

Sobre Vina

Publicitário frustrado, editor, cinegrafista, assistente e sonhador. Cinema é algo que não se entende completamente. Sempre se estuda.
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