Independence Day: O Ressurgimento (Independence Day: Resurgence – 2016)

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Lançado em 04 de julho de 1996, o filme Independence Day ainda é considerado um dos maiores eventos do cinema. Com um roteiro inovador, o filme de ficção científica conseguiu se tornar um dos blockbusters mais lembrados de todos os tempos. Vinte anos depois, estreia sua sequência, Independence Day: O Ressurgimento.

Roland Emmerich, que também esteve a frente do primeiro, é conhecido por cenas de ações de dar inveja à Michael Bay e, após o icônico filme, ainda destruiu o mundo mais duas vezes, em 2012 e O Dia Depois de Amanhã. Mesmo assim, não repete os êxitos de seu antecessor.

Na trama, roteirizada por Dean Devlin, é mostrada uma sequência direta da primeira produção. Passadas duas décadas da invasão alienígena, o planeta Terra se reconstruiu e aprendeu a utilizar algumas das tecnologias dos forasteiros. Aparentemente em paz, as nações terrestres colaboram para um sistema único de proteção. De acordo com o roteiro, o carismático Capitão Steven Hiller morreu em um dos testes com o novo poder bélico, dando uma explicação plausível para a não participação de Will Smith – o ator exigiu um alto salário, incompatível com os custos da produção.

Jeff Goldblum e Hemsworth em roupas de astronauta Goldblum e Hemsworth. União de personagens velhos e novos.

No primeiro ato do filme, temos uma boa reapresentação de boa parte dos personagens do elenco original, como o presidente Whitmore (Bill Pullman), David Lavinson (Jeff Goldblum), junto com seu pai (Judd Hirsch) e o Dr. Brakish Orkun (Brent Spiner), anteriormente dado como morto. Além disso, o espectador conhece também os jovens heróis do elenco, como o filho do Capitão Hiller, a filha do ex-presidente e o, possivelmente herói principal do filme, Jake Morrison, vivido pelo inexpressivo Liam Hemsworth.

Com tantos protagonistas na história, não é de se espantar que praticamente nenhum deles tenha profundidade relevante. Depois de apresentados, os personagens se perdem nos dramas pessoais superficiais e tramas paralelas, que, além de se resolverem sem maiores conflitos, mostram indivíduos rasos e sem química entre si.

Além de ser simplório e repetitivo, o roteiro parece praticamente usurpado da primeira produção, numa tentativa provavelmente fracassada de repetir o sucesso e “hype” de 96. Infelizmente, sem o mesmo sucesso na empreitada, alguns dos diálogos são fracos e vagos.

torre de Seul jogada em Londres Nível de destruição aumenta em escala.

Numa tentativa maior ainda de mostrar os Estados Unidos como heróis eternos da Terra, a utilização de alegorias visuais – como a bandeira americana em cima da Casa Branca, que é tocada pela nave, mas não cai – é evidente em várias das cenas.

Mesmo assim, apesar do roteiro fraco e sem surpresas, os efeitos especiais do filme são de impressionar. Assim como o original, de 1996, O Ressurgimento vem inovador. Dessa vez, temos contato direto com os aliens, que se mostram muito mais do que no primeiro longa e suas naves maiores e mais imponentes. São verdadeiro deleite para quem gosta do gênero de ficção. Além disso, temos acesso ao interior da atual nave-mãe, o que não deixa de ser, no mínimo, interessante.

Infelizmente, o desespero para que a sensação de 20 anos atrás se repetisse fez com que a trama caísse na mesmice e não entregasse exatamente o prometido. Felizmente, os efeitos e o saudosismo do longa parecem ser suficientes para que o filme se torne divertido e faça valer, talvez, o ingresso e a pipoca.

Sobre Diana Tavares

*Crônicas baseadas em fatos reais*
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