Sully: O Herói do Rio Hudson (Sully, 2016)

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“Aqui é o comandante. Preparam-se para o impacto”. A história real do avião que teve um pouso de emergência bem-sucedido e não resultou em mortes, com Tom Hanks no papel do protagonista e Clint Eastwood na direção. Essas informações talvez já elevem as expectativas quanto ao filme, que é uma boa indicação caso haja dúvida sobre o que assistir nas salas de cinema.

Em 2009, o voo US Airways 1549 colidiu com um grupo de pássaros – o que fez com que ambos os motores perdessem potência. Deduzindo que a aeronave não conseguiria pousar em nenhuma das pistas mais próximas, o comandante Chesley Sullenberger – conhecido como Sully – optou por realizar o pouso no rio Hudson, em Nova Iorque.

“Mais de 40 anos no ar e, no fim, serei julgado por causa de 208 segundos”, diz Sully, fazendo referência ao tempo em que o pouso ocorreu. Apesar do ato ser considerado heroico pela nação e os 155 tripulantes, o comandante e o co-piloto Jeff Skiles (Aaron Eckhart) passam a ter o feito investigado pelo conselho de segurança aérea, que aparentemente não tem a mesma opinião sobre o que aconteceu.

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Equipe responsável pelo pouso no rio Hudson.

Um dos aspectos mais interessantes do filme é a exposição de diversos pontos de vista sobre o fato. O público é levado a conhecer o lado de Sully, Jeff, alguns passageiros, guarda costeira, torre de controle, polícia e mais; ao mesmo tempo em que acompanha a enorme exposição midiática, que transformou o comandante em um herói nacional.

Porém, apesar da diversidade de pontos de vista tornarem o longa-metragem mais interessante, também o deixa repetitivo. O espectador pode cansar de acompanhar o ocorrido tantas vezes. Sem contar que ainda há as simulações feitas durante o julgamento, na tentativa de provar que a escolha de Sully foi a mais segura.

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Tripulação preparada para impacto.

A história é passada de uma forma não linear, já que as lembranças são constantemente mostradas. A duração de 96 minutos, que era um motivo de preocupação de quem escreve este texto, se mostrou suficiente. Devido ao tema do filme, era temido que o curto tempo fosse deixar os acontecimentos jogados, de modo a deixar a produção sem um fim adequado. No entanto, prolongar teria sido mais cansativo.

A atuação de Tom Hanks é ótima, assim como costuma ser. O ator consegue entregar bem um Sully feliz e orgulhoso, mas ao mesmo tempo frustrado e com traumas. O julgamento de Sully e Jeff, juntamente às cenas que acontecem dentro do avião, são as melhores e resultam em algumas reflexões.

Um problema são os efeitos da parte externa à aeronave, durante o voo e o pouso, que às vezes tiram o espectador do envolvimento com o filme, já que em alguns momentos falham na tentativa de serem realistas. Ainda assim, Sully: O Herói do Rio Hudson – com roteiro de Todd Komarnicki, inspirado no livro de Sullenberger e Jeffrey Zaslow – é uma forte indicação para quem pretende ir ao cinema.

Sobre Deborah Novais

Eterna perdida nos próprios pensamentos e sonhos, que ainda acredita em um mundo melhor. Louca que escolheu o Jornalismo como forma de ganhar a vida, mas nutre por ele sentimentos conflitantes. O amor pelas diversas formas de arte a acompanha desde que se entende por gente. Não troca Netflix, cinema, shows e teatro por quase nada.
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