Cenas que amamos – É um diálogo, não uma luta (Círculo de Fogo)

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Qualquer um que perguntar por aí vai ouvir o óbvio: Círculo de Fogo é um dos filmes mais divertidos dos últimos anos. A zoeira do Guillermo del Toro com robôs e monstros gigantes funciona muito além das batalhas de escalas épicas. Onde o mexicano mais acerta é em fazer com que os conflitos pessoais sejam passados não apenas pelos diálogos, mas pelas cenas divertidas também.

Qual cena melhor para ilustrar isso que o momento em que o protagonista, Raleigh, precisa encontrar um parceiro adequado para pilotar o jaeger. O teste é feito por meio de combate pessoal para determinar uma química física. Entre os vários candidatos possíveis que perdem, o herói descobre uma atitude na Mako Mori, e a desafia para o teste.

É preciso dar destaque para a personagem feminina. A presença de Mako e as funções dela na história renderam tanta discussão sobre feminismo que ela até ganhou um teste de representatividade feminina em filmes com o nome dela.

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Mako. Até batizou testes de representatividade feminina.

Nesta cena, ela tem vários traços da personalidade retratados com sutileza. Ao mesmo tempo em que ela é forte e autossuficiente, também é respeitosa e esperançosa. Mori está à altura de Raleigh, mas não tem autoridade para fazer valer as vontades pessoais. A submissão para o general Stacker não é por causa dos gêneros dos dois, mas por questões culturais e familiares.

São relações tão complicadas que nunca são explicadas em detalhes, mas são compreensíveis com as reações, os olhares e as situações. Isso sem deixar de ter uma luta no meio que é bem dirigida, bem coreografada e diverte. Por isso, foi escolhida para mostrar o valor da produção.

Veja abaixo.

Sobre Vina

Publicitário frustrado, editor, cinegrafista, assistente e sonhador. Cinema é algo que não se entende completamente. Sempre se estuda.
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2 respostas para Cenas que amamos – É um diálogo, não uma luta (Círculo de Fogo)

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