Fora do Cinema – 13 Reasons Why (2017)

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Suicídio, bullying, machismo, estupro e depressão são temas de muita importância que devem ser debatidos com frequência. No entanto, não é bem assim que acontece na prática. E é com o intuito de causar reflexões e conversas sobre esses assuntos que se dá a história de 13 Reasons Why (Os 13 Porquês, em tradução livre), a nova série da Netflix.

Clay é um estudante do ensino médio que, um dia, ao chegar em casa, encontra uma caixa de sapato com sete fitas cassetes dentro. Elas contêm gravações de Hannah, uma colega que se suicidou há pouco tempo, contando os treze motivos que a levaram a tirar a própria vida. E um adendo: quem tiver recebido o pacote faz parte das razões.

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As atitudes das pessoas ao redor de Hannah fazem com que ela “afunde” cada vez mais.

A série, baseada no livro homônimo de Jay Asher, foi criada por Brian Yorkey e produzida por Selena Gomez. Os episódios têm a direção dividida entre Tom McCarthy, Kyle Patrick Alvarez, Gregg Araki, Carl Franklin e Jessica Yu. O elenco conta com Katherine Langford, Dylan Minnette, Kate Walsh, Miles Heizer, Derek Luke, Christian Navarro, Justin Prentice, Alisha Boe, Brandon Flynn e muitos outros atores.

Enquanto Clay escuta as fitas, o público acompanha os relatos ganharem vida na tela, além das lembranças do próprio jovem. Várias pessoas, às vezes inconscientemente, tiveram um papel no aumento da tristeza de Hannah. Para retratar isso, a montagem é feita de um modo eficaz. A falta de linearidade do tempo não confunde, pois os personagens tem atitudes e expressões diferentes, apesar de serem os mesmos.

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Clay escuta as fitas de Hannah e passa a compreender os porquês do suicídio dela.

13 Reasons Why não é uma série adolescente comum; ela vai muito além. A empatia não demora a aparecer, à medida que as histórias vão sendo desvendadas. Ao invés de romantizar problemas sérios, os diretores optaram por fazer cenas demasiadamente “pesadas”, o que é um ponto altíssimo. Choca? Sim (e muito), mas o propósito é exatamente esse. A partir do momento em que o choque acontece, o espectador é levado a refletir ainda mais. Certos enquadramentos e o tempo que duram foram fortes responsáveis pelo incômodo causado.

Nós precisamos, sim, falar sobre suicídio, assim como os fatores que o provocam. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, ele é a segunda causa de morte mais recorrente entre os jovens de 15 a 29 anos no mundo todo. Por isso, o seriado é de grande importância. Cada adolescente (ou até mesmo pai) que assisti-lo pode perceber se atentar mais ao que está errado e ajudar a fazer a diferença.

As grandes lições que ficam – se a série for assistida de modo correto – são: se importe mais com quem está ao seu redor; tome cuidado com o jeito que você trata as pessoas; não guarde tudo para você. O que pode parecer pequeno para uns, pode significar um grande mal para outros. Converse mais, se mostre disponível. Um simples “como foi o seu dia?” pode fazer a diferença. Fique atento!

P.S.: De bônus, a trilha sonora é fantástica!

Sobre Deborah Novais

Eterna perdida nos próprios pensamentos e sonhos, que ainda acredita em um mundo melhor. Louca que escolheu o Jornalismo como forma de ganhar a vida, mas nutre por ele sentimentos conflitantes. O amor pelas diversas formas de arte a acompanha desde que se entende por gente. Não troca Netflix, cinema, shows e teatro por quase nada.
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