Atômica (Atomic Blonde – 2017)

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Filmes de ação que envolvem espionagem são produções frequentes no cinema. No entanto, são poucas as vezes em que a protagonista é uma mulher. Esse é o caso de Atômica, que conta com uma figura feminina à la John Wick (Keanu Reeves na obra homônima) e James Bond (da franquia 007).

Durante o período final da Guerra Fria, uma agente do MI6 chamada Lorraine Broughton (Theron) desembarca em Berlim – até então dividida em Ocidental e Oriental – para recuperar o corpo de um antigo colega. No entanto, a missão se mostra ainda maior, à medida que assassiná-la se transforma em uma pauta constante, e ela precisa localizar uma lista que expõe diversos funcionários da inteligência.

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Percival e Broughton devem trabalhar juntos em prol da missão, mas cada um parece ter objetivos individuais

O filme protagonizado por Charlize Theron (Mad Max: A Estrada da Fúria e Monster) é dirigido pelo iniciante David Leitch. O roteiro é de Kurt Johnstad (300), baseado na história em quadrinhos The Coldest City, escrita por Antony Johnston e ilustrada por Sam Hart. No elenco, ao lado da atriz sul-africana, estão James McAvoy (X-Men: Primeira Classe e Fragmentado), Sofia Boutella (Kingsman: Serviço Secreto), Bill Skarsgård (Hemlock Grove), Roland Møller (Terra de Minas), Eddie Marsan (Sherlock Holmes), John Goodman (O Grande Lebowski), James Faulkner (Da Vinci’s Demons) e Toby Jones (Capitão América: O Primeiro Vingador e O Soldado Invernal).

Um ponto altíssimo em Atômica é a deliciosa trilha sonora dos anos 1980. David Bowie, Queen, The Clash, New Order, Nena, A Flock of Seagulls, ‘Til Tuesday, Re-Flex, After the Fire e George Michael são alguns dos artistas escolhidos. Assim como tocam nas cenas que se passam em discotecas, as músicas também foram lindamente selecionadas durante momentos de mortes e lutas.

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Charlize Theron e Sofia Boutella apresentam uma forte química

Charlize Theron é incrível. Ela mostra em tela uma personagem que consegue ser ao mesmo tempo sedutora, selvagem e misteriosa. A atriz apresenta uma forte química com  Sofia Boutella, que interpreta o interesse romântico Delphine. James McAvoy também faz um bom trabalho como o agente David Percival, apesar de ser ofuscado pela colega.

O interessante roteiro pode fazer o público pensar, em várias cenas, que sabe o que virá a seguir. No entanto, quando ele realmente parece que entendeu, mais reviravoltas acontecem. O fator surpresa; a fotografia com um lindo uso de cores (principalmente em neon) e bons planos; o ótimo elenco; muita ação e luta; e o protagonismo feminino são alguns dos motivos para assistir à estreia de David Leitch nos longas.

Sobre Deborah Novais

Eterna perdida nos próprios pensamentos e sonhos, que ainda acredita em um mundo melhor. Louca que escolheu o Jornalismo como forma de ganhar a vida, mas nutre por ele sentimentos conflitantes. O amor pelas diversas formas de arte a acompanha desde que se entende por gente. Não troca Netflix, cinema, shows e teatro por quase nada.
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